Quando eu vejo letras, poetas e músicas, penso que tudo está fora do lugar, não só penso, como eu tenho certeza. Eu só escrevo, como terapia, só escrevo também, por ser infeliz.. poucos escrevem sobre felicidade, a felicidade não inspira ninguém. As pessoas só escrevem, pois tem dúvidas, pois não sabem também, domar as palavras. Essa questão de domar as palavras, é uma reflexão de Carlos Drumond de Andrade. A palavra, quando não bem colocada, vem contra nós, por isso que temos que coloca-las em nossas vidas, para doma-las, pois senão, como seria um leão, em um circo, se não domado?
Escrevo como, um funeral dos meus coelhos brancos, para colocar no papel, aquilo que eu realmente acho importante, aquilo que ninguém dá ouvidos, que ninguém quer saber. Levantarei um exemplo:
Você está no fliperama, sempre após a aula, você faz questão de comprar algumas fichas e jogar Street Fighter, a versão do jogo, que poucos conseguem finalizar. Passa horas no Fliperama jogando, até chegar no ''Bizon'', com muita pressa, muita rapidez... sua pessoa consegue finalmente, finalizar aquele jogo, bate uma certa alegria, pois dos seus amigos, nenhum finalizou aquele jogo. Vai para casa, todo feliz, com o ego inflado, faz questão de contar para os seus colegas, que finalizou ''Street Fighter'', mas... para eles ''tanto fez, tanto faz'', então, você comemora a sua vitória, contra ''Bizon'', solamente.
Assim, é que surge um grande escritor, comemorando e contando suas vitórias, suas privações, suas alegrias, para si próprio e gostaria que alguém, lhe contasse algo parecido... e por que não, as próprias palavras, de sua própria mente?.
Nos apaixonamos e vivemos em desilusões, observa a pessoa cuja a qual esteve um dia ao seu lado, bem de longe. Vê a mesma, se apaixonando de verdade outra vez, você fica com a saudade e essa pessoa, com outro alguém. Só que a esperança, é sempre a última que morre e a primeira que nasce, então... pensas que um dia, irá reencontrar essa pessoa, daqui algum tempo, e essa mesma pessoa, estará solteira e ápta para abrir novamente o seu coração para ti, resolves então, escrever cartas, dizendo como foi o seu dia, falando de como era estar com essa pessoa, de como tem sido a sua vida, o que tem feito, quem tem estado ao seu lado e assim... vai seguindo em frente, escrevendo mais e mais cartas, diversas, faz questão de contar, quantas cartas já foram escritas, suas gavetas, estão lotadas, a nova casa, está lotada de cartas... só tem espaço para a sua cama e deixa as mesmas em algum canto.

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