quinta-feira, 6 de junho de 2013
Eu assisto todos os espetáculos
de vidas nada interessantes
porém, que parecem ser bem melhores que a minha
Me arrepio com esses gritos imprecisos
com essas expressões raivosas
mas, que vêm de um vazio
O vazio que deixaram em mim
é como uma sacola sem fundo
Tudo que entra cai
tudo que é vidro se despedaça e me corta
Este meu chão está cheio de cacos,
e me impedem de caminhar pela vida
sem deixar rastros de sangue
Nem Teseu deseja me seguir
Caronte já não quer mais me dar carona
e Dionísio me deixou com vontade
Me diz agora, para aonde eu vou?
Já não cativo mais ninguém
hoje sou só um alguém perdido em outro alguém
Rasgaram o tecido
Jogaram fora as poesias
não beberam o nosso drink
e hoje vivo pelas ruas reciclando
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