segunda-feira, 6 de abril de 2015

Quando o desespero vem te visitar

Mãe, por favor não me deixe aqui
Com todo esse desespero que ninguém pode ouvir
A vida e as pessoas não querem ficar
Você por obrigação tem de me amar

Mãe, a vida anda tão difícil
É uma angústia que só o estado de não-inocência
Pode vir a proporcionar as nossas vidas
Estado que dói aos mais felizes

Quem dera poder retroceder a tudo
Principalmente os momentos
Em que eu tenho sido o mais injusto
Voltar a ser uma criança despreocupada
Ficar triste somente por um brinquedo quebrado

Mas mãe, por que as pessoas tem de partir?
E porque elas partem e eu que fico despedaçado?
Tentando me recolher nesses pedaços que estão virando pó?

Por que nós nascemos tão dependentes?
A vida é injusta
E nós mesmos que a cometemos
Será que existir é o mesmo que sofrer?
Todas as coisas são tão passageiras,
O fim me desperta o desgaste
E triste é saber, que todo verão é passageiro
Juro, eu não nasci pra viver no inverno!

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