Num desabar qualquer
Destes em que os cacos ficam encravados
Na palma das mãos
Em que eu só queria voltar para casa
Você se fez presente
Me mostrando na dor
A palavra que não conforta
Mas, que liberta
Se ser nós mesmos fosse prestígio
As crianças morreriam de diabete
É preciso encontrar a si nos erros
O ser é os seus próprios erros
Seus próprios preconceitos
Orgulhar-se daquilo que se é
É tornar-se o que sempre foi
Este desespero de ficar só
É apenas consequência da pura essência
Tolo aquele que se fantasia querendo ser outro
Além de trair o iludido, traiu a si mesmo
Não nos fantasiemos dos nossos sonhos
Sendo assim, a realidade poderá apenas ser
Bonito não é ser belo
Plausível não é ser glorificado
Ser é ser!
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